Os Stories do Instagram se tornaram Direcionadores de Tráfego para Editores e Influenciadores

Os Stories do Instagram se tornaram direcionadores de tráfego para Editores e Influenciadores - FAMA Marketing Digital

 

A mudança do algoritmo do Facebook no início deste ano destacou que as audiências de editores e influenciadores cultivadas nestas plataformas de ‘jardim murado’ não são propriamente deles.

Mas, cada vez mais, os editores e influenciadores estão usando o Instagram Stories para converter esses públicos em seus próprios seguidores.

Em 16 de maio, duas estrelas do YouTube, Brooklyn e Bailey McKnight, lançaram sua própria linha de rímel chamada “Lash Next Door. Elas poderiam promover a própria linha postando no YouTube, onde elas têm 4,9 milhões de assinantes, e o Instagram, de propriedade do Facebook, onde elas têm 3,1 milhões de seguidores. Mas nessas plataformas, o marketing delas estaria ao sabor dos algoritmos.

Assim, as McKnights produziram um boletim informativo por e-mail, que elas promoveram anexando links em seus Stories do Instagram a um formulário de inscrição.

Até o momento, 1,67% de suas 3,1 milhões de seguidoras se inscreveram para a newsletter, disse Adam Wescott, sócio e co-fundador da Select Management Group, uma empresa de gestão de talentos que trabalha com influenciadoras como as McKnights.

“Eu estaria disposto a dizer, já que é on-line apenas para a janela inicial, que provavelmente 50% ou mais das vendas virão do Instagram Stories”, disse Wescott.

Mas, muitas vezes, esses ‘deslizamentos‘ levam a inscrições, o que está levando mais editores e influenciadores a usar o Instagram Stories como uma ferramenta de aquisição de público-alvo.

Ter alguém inscrevendo-se em um ‘deslizar‘ de um Stories no Instagram vale mais em valor do que as inscrições de pessoas que se depararam com um artigo no Facebook, disse Yuval Rechter, diretor de mídia da First Media.

A First Media, editora do So Yummy, usa os links do Instagram Stories para fazer com que as pessoas se inscrevam no boletim informativo do So Yummy.

Esses links têm uma taxa de ‘deslizamento‘ de 2,3% e respondem por 10 a 15% dos assinantes do boletim, e os assinantes do Instagram abrem os e-mails a uma taxa acima da média, disse Rechter.

“Quando você está consumindo a história do So Yummy, você normalmente o faz diariamente. Então você está mais conectado com a marca”, disse ele.

A National Geographic também tem usado links no Instagram Stories. A revista tem mais de 87 milhões de seguidores no Instagram, e para muitos deles, o Instagram pode ser o único lugar em que eles entram em contato com a publicação, disse Vaughn Wallace, editor sênior de fotografia da National Geographic, que administra sua conta @NatGeo. Assim, a National Geographic usa o Instagram como o portal para suas outras atividades de canal.

Este ano, a National Geographic começou a usar links no Stories para promover seus boletins informativos por e-mail. Como parte de seu trabalho com a National Audubon Society para conscientizar as pessoas sobre a conservação das aves, a National Geographic solicitou aos espectadores dos Stories, que assinassem o boletim de notícias do Ano do Pássaro. O formulário de inscrição também pede às pessoas que recebam atualizações não ornitológicas da National Geographic.

Wallace é cauteloso em não exagerar com as solicitações do Instagram Stories; National Geographic nunca pediu às pessoas para que dessem um ‘deslize para cima‘ a partir de um Stories para se inscrever em sua revista impressa. “Essa para nós é uma pequena grande pergunta”, disse ele. Wallace também viu a taxa de ‘deslizamentos‘ nos links do Stories diminuir (ele não compartilharia números) à medida que mais empresas adotassem essa prática.

E, como os anunciantes também aproveitaram o recurso de Call-to-Action, “habituamos os usuários a ignorar tudo o que estão fazendo, pedindo para eles deslizarem para cima”, disse Wallace.

Exagerar na solicitação também pode levar o conteúdo a se tornar muito parecido com anúncios. É por isso que a Quartz não está enfatizando especialmente seus Stories para assinaturas de e-mail.

Em vez disso, está indo para o outro lado. Uma das metas da editora em 2018 é aumentar seu público no Instagram, disse Sari Zeidler, diretor editorial de crescimento da Quartz.

Coincidindo com esse objetivo, a Quartz começou a adaptar seu boletim de notícias “Quartz Obsession” para o Instagram Stories. Esses Stories incluem links para se inscrever no boletim informativo, mas qualquer assinatura que o Instagram oferecer “terá um efeito colateral surpreendente”, disse ela.

Isso seria um efeito colateral positivo de pessoas passando por cima, mas os editores e influenciadores também estão atentos ao potencial negativo das pessoas não passarem despercebidas.

“Há uma série de conjecturas, de que as pessoas que ‘deslizam para cima’ ou não, acabam mandando uma mensagem(involuntariamente) ao algoritmo do Instagram, de que as pessoas não estão interagindo com aquele determinado conteúdo e acabam não o mostrando para tantas pessoas”, disse a blogger de moda Mary Orton, que usa links no Instagram Stories para incentivar mais de 164 mil seguidores para se inscrever em seu boletim informativo por e-mail ou fazer o download do “Trove“, o aplicativo para celular que ela ajudou a fundar.

Outra preocupação é o Instagram puxar um Facebook e decidir que não quer que os editores e influenciadores enviem as pessoas para fora de seu ‘jardim murado’, ou pedir que eles comecem a pagar por seus Stories com links para alcançar as pessoas, alugando oficialmente seu público.

Mas até lá, editores e influenciadores esperariam ter conquistado uma audiência que eles já possuem. “As inscrições por e-mail são algo que um terceiro não pode tirar”, disse Orton.


(Traduzido e adaptado por FAMA Marketing Digital, do artigo de Tim Peterson : “Instagram Stories have become traffic drivers for publishers and influencers“, do Site Digiday)

Fontes:  

Instagram: @FAMA_MktDigital / @NatGeo / @SOYummy / Facebook: FAMA Marketing Digital / Quartz / 1st Media / Select Management Group / Lash Next Door Mascara / YouTube: FAMA Marketing Digital / YouTube: Brooklyn and Bailey   

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